Despertar - Tempo de Crisálida

sexta-feira, 16 de abril de 2010

Bagunça

Havia sempre uma pequena desordem no abrigo dos pensamentos dela... muitas anotações, que como as estrelas lhe faziam companhia entre o sentir e o pensar.
Avaliava coisas tolas toda madrugada à procura do sono profundo. Suspirava, molhando a garganta seca.... ela prosseguia em seus raciocínios, narrativas silenciosas que daçavam balé dentro de sua cabeça. Ousou olhar ao redor de si, depois disso olhou pra dentro, lá dentro, bem fundo, profundo. Aos pouquinhos acumulou paz . Consciência de si, ser inacabado.

Entre Palavras


Entre as palavras quase sempre... é assim que me encontro. Tenho passado os olhos nesse livro com certa frequência. Bacana como descreve o movimento que reivindicou por eleições diretas para presidente no Brasil.
Censura à imprensa, prisões, violência policial...processo de redemocratização do país... no mínimo interessante o livro.

envolvida com essa leitura


Uma amiga pegou o livro emprestado na estação do metrô, deixou por cá um tempo e agora estou parcialmente envolvida no que ele tem a dizer.
O livro propõe tratamentos naturais, por meio de plantas medicinais para diversos problemas.
Bem bacana!

Ainda sem resposta


Me refiro a alegria mansa que tece preciosos trechos de vida.

os elefantes


Curioso como o acaso os trouxe para tão perto de mim, sempre impondo-se como fascínio peculiar que se desvela por inteiro.

eles, os elefantes


Fabrico um elefante de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira, tirado a velhos móveis talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão, de paina, de doçura.
A cola vai fixar suas orelhas pensas.
A tromba se enovela, e é a parte mais feliz de sua arquitetura.
Mas há também as presas, dessa matéria pura que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza a esponjar-se nos circos sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos, onde se deposita a parte do elefante mais fluída e permanente, alheia a toda fraude.
Eis meu pobre elefantes pronto pra sair à procura de amigos num mundo enfastiado que já não crê nos bichos e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente e frágil que se abana e move lentamente a pele csoturada, onde há flores de pano e nuvens, alusões a um mundo mais poético onde o amor reagrupa as formas naturais...
Carlos Drummond de Andrade

teles, drica e o davi na barriga


"Debaixo d'água... sereno, confortável, amado, completo."
Ele tá chegando pra ganhar o mundo inteirinho como presente.
A barriga dela assemelha-se a grande proteção, casulo harmônico que mais se parece com um poema.
Estão felizes e em muita sintonia... os três!